Baldanders?

Jorge Luís Borges, na sua obra “O Livro dos Seres Imaginários”, escreveu:

«Baldanders (cujo nome podemos traduzir por «ser diferente» ou «ser outro») foi sugerido ao mestre sapateiro Hans Sachs, de Nuremberga, por aquela passagem da Odisseia em que Menelau persegue o deus egípcio Proteu, que se transforma em leão, em serpente, em pantera, num desmesurado javali, numa árvore e em água.»

Será que os escritores possuem também essa estranha capacidade, transformando-se nas inúmeras personagens que habitam os seus textos? De onde surgem essas ideias e personagens que se transformam em contos, romances, janelas para um mundo que não existe. Ou será que existe?